HOTEL 27 - BERTIOGA -  SÃO PAULO

História de Bertioga

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Ecossistemas da Região de Bertioga parte II

 

Mata de Várzea

 Vegetação de porte arbóreo que ocorre em ambiente sujeito a inundações periódicas. A composição desta formação é variável em função da maior ou menor proximidade dos rios. Em geral caracteriza-se por florestas baixas e densas.Em Bertioga a Mata de Várzea cobre cerca de 870 hectares, sendo que as áreas mais representativas localizam-se junto aos rios.

Mata de Brejo

 Vegetação encontrada em ambientes cujos abstratos estão sempre encobertos ou saturados pela água doce. Caracteriza-se por uma vegetação hidrófila (que absorve bem a água) de porte pequeno. A região de brejo em Bertioga compreende uma área de 300 hectares.

Mata Paludosa

 Vegetação encontrada em solos que permanecem cobertos por água doce, sendo comum o aspecto abaciado destas áreas alagadas. Nesta formação, observa-se a presença de vegetação arbórea, formada por um grupo caracterizado de árvores e arvoretas, como, por exemplo, a caixeta (tabebuia cassiroides). Na região de Bertioga foram identificados 160 hectares de Mata Paludosa.

Mata do Mangue

 Vegetação que ocorre junto à desembocadura e ao longo dos rios onde há influência das marés. Esta formação se estabelece sobre o solo arenoso barrento, rico em matéria orgânica. As espécies que nela ocorrem estão adaptadas essencialmente a dois fatores do ambiente: teor salino e carência de oxigênio, determinada pela constante saturação do solo pela água do mar.
 Estes ambientes funcionam como fixadores, além de possuírem a função de filtros biológicos e serem os primeiros elos de um riquíssimo ecossistema marinho, um criadouro natural. Temos três espécies distintas representadas na região: O mangue branco ou manso e mangue preto ou siriúba que desenvolveram longas raízes superficiais dispostas horizontalmente, de onde saem ramificações verticais.
 Esse tipo de raiz, além de aumentar a área de sustentação da árvore, contém espaços entre as células que permitem a circulação dos gases.
 O mangue vermelho ou bravo possui raízes que nascem de várias alturas do tronco para dar apoio à árvore. Essas raízes, chamadas escora, ao atingirem o solo ramificam-se para melhor absorção de nutrientes e também apresentam lenticelas que são pequenas aberturas na casca externa das plantas lenhosas, com as bordas reviradas e bem visíveis, que permitem as trocas gasosas.
 O mangue vermelho consegue desenvolver um sistema reprodutivo dos mais eficientes neste ambiente, onde os embriões não ficam em vida latente nas sementes, mas iniciam e continuam seu crescimento enquanto elas ainda permanecem na planta mãe, desprendendo-se desta quando a nova planta já está formada ou consideravelmente desenvolvida.
 É da casca do mangue vermelho que os nativos retiram o Tanino, substância avermelhada utilizada para curtir couro e redes de pesca. Em Bertioga, encontramos cerca de 1650 hectares de mangue.

Jundu

Vegetação encontrada perto do mar, constituída de bromélias terrestres, orquídeas terrestres, cactos, vegetação rasteira e árvores de troncos finos. Também conhecida pelos índios como Nhundu, que significa mata ruim.

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